ENTRE OUTRAS MIL

Sexta-feira, Julho 14, 2006

O VALE DOS ESTORNINHOS - XXI


A pequenina moça agradeceu a confiança e disse seu nome: Mirina. Berque pensou em perguntar o que fazia aquela casa ali e por que ninguém na sua terra a havia visto e mencionado antes, mas Mirina adiantou-se e contou toda a sua história.

Somos descendentes de um povo muito antigo que conhecia muitas coisas que vocês, de hoje, nem sonham que possam existir. Não, não somos parentes dos Vortes - Imortais, como também são chamados, mas somos tão antigos quanto eles. Sabemos de toda a nossa história porque esta memória está toda guardada em caixas especiais. Sabemos, por exemplo, que numa época de que ninguém se lembra mais os Vortes adquiriram parte de nosso conhecimento e nós o deles, pois vivíamos lado a lado e colaborávamos em quase tudo. As crenças do nosso povo, porém, não eram bem-vindas pelos Vortes, pois não permitíamos casamentos inter-raciais e acreditávamos, como hoje, que o Universo tenha uma mão divina regendo a orquestra dos mundos. Os Vortes não partilhavam desta crença. Diziam que nossas emoções eram primitivas e nossas esperanças estavam entrelaçadas com nossos rituais religiosos.

Berque ouvia, maravilhado, aquela narração fluida e inteligente. Só vira algo parecido em algumas construções de frases que copiara de palmas antigas escritas em sua própria língua. Percebeu, então, que as cópias que fizera de línguas estranhas devia esconder maravilhas semelhantes.

posted by Jane8:48 PM
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Quarta-feira, Julho 12, 2006


Puxa vida, assim não dá.
Só três leitores a minha historinha tem...
É desanimador... Fico adiando novo post na esperança de aumentar o número de comentários, mas nunca aumenta... Puxa vida...
posted by Jane12:24 PM
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